
E a Gérbera disse:
Tava pensando em escrever algo um pouquinho mais alegre, porque vocês devem estar pensando que sou uma pessoa altamente depressiva com possíveis traços psicóticos e fortes tendências suicidas. Mas não, não sou assim. Não na maioria das vezes. Eu sou na verdade muito alegre, quem me conhece sabe disso. Dou muita risada, faço piada de tudo. Sempre comentam do meu sorriso, do quanto ele é contagiante, pra vocês verem que eu sou legal! Tento levar a vida na esportiva. E me divertir com a viagem, me preocupando menos com o destino. Mas a verdade, aquela verdadeira... bom, a verdade é que eu sou muito mais que um coração alegre e um sorriso largo. Eu sou...bem lá vai. Melancólica. Pensativa. Angustiada. Ansiosa. Indecisa. Medrosa. Chorona. Carente. Dramática. E, um pouco, bem, acho que insatisfeita.
Pronto, ta aí, agora vocês já sabem alguns dos meus defeitos, todos aqueles que eu não digo numa entrevista de emprego. Não é que eu seja uma pessoa infeliz, nada disso. Sou bastante feliz, na maior parte do tempo. É só que eu penso muito nas coisas. Penso muito na vida. Penso muito nas minhas decisões e escolhas, mesmo depois de já estarem feitas. Continuo virando o pescoço pra trás, imaginando como estaria se tivesse pego o caminho da esquerda.
E isso é ruim, muito ruim. Não que quando você tome uma decisão ou escolha um caminho esteja condenado a viver aquilo pra sempre. Sempre há um retorno, é sempre tempo de recomeçar, todos podem começar agora e fazer tudo novo, blábláblá. Só que na vida real isso é mais complicado.
Às vezes você quer muito alguma coisa, sem duvida alguma, e nem olha pro lado porque sabe que é aquilo que você quer. Daí , aquilo muda tanto, mas tanto, que já não é o que você escolheu, nem de longe se parece. Tudo muda, obviamente. Dá medo é que mude a essência do que você ama. Porque aí, você já não sabe mais o que você ama. Não sabe mais se quer amar. Mas no fundo, voce sabe que ama, que ama pra sempre.
Quando ouvimos falar de uma situação que a gente nunca viveu, costumamos ter muito a dizer a respeito. Sabemos o que faríamos se fosse conosco, como agiríamos, qual seria nosso posição irredutível e até mesmo o que diríamos. Mas aí, o mundo dá algumas voltinhas, seu cabelo cresce, seu corpo muda, sua cabeça também. Você ouve novas músicas, lê novos livros, vai a novos lugares. E voílà! Eis que você se vê as voltas com essa situação.
Tava pensando em escrever algo um pouquinho mais alegre, porque vocês devem estar pensando que sou uma pessoa altamente depressiva com possíveis traços psicóticos e fortes tendências suicidas. Mas não, não sou assim. Não na maioria das vezes. Eu sou na verdade muito alegre, quem me conhece sabe disso. Dou muita risada, faço piada de tudo. Sempre comentam do meu sorriso, do quanto ele é contagiante, pra vocês verem que eu sou legal! Tento levar a vida na esportiva. E me divertir com a viagem, me preocupando menos com o destino. Mas a verdade, aquela verdadeira... bom, a verdade é que eu sou muito mais que um coração alegre e um sorriso largo. Eu sou...bem lá vai. Melancólica. Pensativa. Angustiada. Ansiosa. Indecisa. Medrosa. Chorona. Carente. Dramática. E, um pouco, bem, acho que insatisfeita.
Pronto, ta aí, agora vocês já sabem alguns dos meus defeitos, todos aqueles que eu não digo numa entrevista de emprego. Não é que eu seja uma pessoa infeliz, nada disso. Sou bastante feliz, na maior parte do tempo. É só que eu penso muito nas coisas. Penso muito na vida. Penso muito nas minhas decisões e escolhas, mesmo depois de já estarem feitas. Continuo virando o pescoço pra trás, imaginando como estaria se tivesse pego o caminho da esquerda.
E isso é ruim, muito ruim. Não que quando você tome uma decisão ou escolha um caminho esteja condenado a viver aquilo pra sempre. Sempre há um retorno, é sempre tempo de recomeçar, todos podem começar agora e fazer tudo novo, blábláblá. Só que na vida real isso é mais complicado.
Às vezes você quer muito alguma coisa, sem duvida alguma, e nem olha pro lado porque sabe que é aquilo que você quer. Daí , aquilo muda tanto, mas tanto, que já não é o que você escolheu, nem de longe se parece. Tudo muda, obviamente. Dá medo é que mude a essência do que você ama. Porque aí, você já não sabe mais o que você ama. Não sabe mais se quer amar. Mas no fundo, voce sabe que ama, que ama pra sempre.
Quando ouvimos falar de uma situação que a gente nunca viveu, costumamos ter muito a dizer a respeito. Sabemos o que faríamos se fosse conosco, como agiríamos, qual seria nosso posição irredutível e até mesmo o que diríamos. Mas aí, o mundo dá algumas voltinhas, seu cabelo cresce, seu corpo muda, sua cabeça também. Você ouve novas músicas, lê novos livros, vai a novos lugares. E voílà! Eis que você se vê as voltas com essa situação.
PÁ!
E tchararam, hora de tomar a decisão, meu caro. E voce tem que toma-la sozinho. Sim, obvio que deve ouvir conselhos, e vai ouvi-los. Porém a decisao é sua e só sua. Mas ué, por que tanta duvida, você sempre não teve certeza absoluta do que faria? Pois é, pois é. Eu sei. É muito mais complexo que isso. Mas é isso aí, bem vindo ao mundo adulto, onde nada é tão simples quanto fingir que ta doente pra faltar à escola no dia da avaliação bimestral, adiando a hora de dar a resposta. Esse é o mundo de gente grande, ninguém vai se solidarizar por você ainda não ter certeza do que vai responder. Você vai ter que fazer a prova mesmo que esteja tuberculoso.
Ninguém disse que seria fácil. Mas também nunca ninguém avisou que seria tão complicado crescer.
Mas a gente segue. Com o peito cheio de amor. Com algumas magoas, algumas marcas, algumas dores. Com um desejo de futuro azul, brilhante. Pedindo pro Papai do Céu que continue conosco e nos de coragem e sabedoria.
Com o sorriso largo e o coração alegre. E com os pés soltos, leves.
Com muito carinho,
Gérbera Laranja.

